- Bom dia . -(Quem realmente intenciona um bom dia ao outro?É raro pararmos nosso dia para pensar nas circunstâncias do dia de um outro).
- Oi,como vai?Está bem?Há quanto tempo!!
- Eu vou muito bem, obrigada, e você?- ( A pessoa está realmente interessada no seu bem estar?E você, realmente está "muito bem,obrigada"?Recuso-me a acreditar..).
-Tudo certo?
- Sim, tudo!Aham! Tá! -( Eu e você bem sabemos que na maioria das vezes não está tudo certo, não!Muito pelo contrário: seu mundo está desabando, você se sentindo miserável e a única alternativa, infantil e retrógrada que você enxerga é chorar.) .
- "Ahtichim!"
- Saúde! - ( Essa eu nunca realmente compreendi..ah!! e quando respondem "Amém" - O quê exatamente significa?!"Eu concordo"? ).
- Me desculpa?
- Está bem, mas.. -( Depois do "mas"virão uma série de demandas e exigências para que a pessoa possa "perdoar"algo que na verdade ela não se dispôs a perdoar e que aquela que pediu perdão provavelmente não estava tão arrependida pelo ato assim...e o ato se repete, e se repete , e se repete...).
- Você aceita?( Nesta aqui, se a resposta for "sim", era um "não ".Se for um "não", com certeza era um sim... quanta repressão..).
- Eu te amo.
- Também te amo. - ( Será?Ainda assim, não todos, não podem ser todos.Continuo a acreditar no amor.Ele traz consigo a verdade).
20.4.08
3.4.08
Carta a Você
Querido Você,
( Cujo nome nem sei,ou talvez sei, mas não ouso pronunciar - o que não impede que eu ainda,todos os últimos dias dessa minha existência conserve a esperança que você exista,por aí perdido no mundo ou até mesmo bem próximo a mim.).
Venho humilde,liberta e pronta,por meio desta para lhe dizer: Não perca mais tempo que eu estou aqui ,agora.Inteira e eterna.Não perca mais tempo,Você , e venha logo ao meu encontro.Ando alimentando seu parecer,Você.Alimento porquê é exatamente isso que fazem os tolos apaixonados ou os sedentos de amor,afeto,compreensão e libido(ainda não entendi como desvincular esta dos três primeiros - mal de minha geração), e sei, parece loucura: eu não lhe conheço ,como então posso apaixonar-me?!Volto a insistir que basta saber de sua existência,porque o que tenho para lhe dar está guardado,Você.O que tenho para lhe dar não se importa com cara,nome,credo ou cor.O que desde já é seu,ainda que não saibas, nem eu sei (ao certo) quem és , é aquela sensação tão gostosa de se flagrar pensando em você,Você; e de sorrir com seu sorriso,de leveza ás faces ao precipitar lembranças dos momentos,de taquicardia, de grandeza em minha pequenez exígua do mundo,de deveneios diurnos,de insônias soturnas...é do campo que a racionalidade explica com hormônios,enodrfinas , seroton,a,b,c,d inas e etc e tal , mas que não se explica em razão das palavras,pois estas seriam restritas demais!
Você, sei que você existe e sei que eu seria a sua "você".Sei também que não és insubstituível, mas o momento o é!Momento ,no momento,tão somente em (meu) pensamento!E que momentos poderíamos ter, Você ,se você estivesse aqui agora.Momentos abençoados por paipoetapoderorso Vinícius, momentos "eternos enquanto durassem"(amém!) até as secas de agosto goiano ou do outono europeu chegando..
Venha, Você.Onde estás agora?(No que pensas?).Estou à espera.
Sua,Paula .
( Cujo nome nem sei,ou talvez sei, mas não ouso pronunciar - o que não impede que eu ainda,todos os últimos dias dessa minha existência conserve a esperança que você exista,por aí perdido no mundo ou até mesmo bem próximo a mim.).
Venho humilde,liberta e pronta,por meio desta para lhe dizer: Não perca mais tempo que eu estou aqui ,agora.Inteira e eterna.Não perca mais tempo,Você , e venha logo ao meu encontro.Ando alimentando seu parecer,Você.Alimento porquê é exatamente isso que fazem os tolos apaixonados ou os sedentos de amor,afeto,compreensão e libido(ainda não entendi como desvincular esta dos três primeiros - mal de minha geração), e sei, parece loucura: eu não lhe conheço ,como então posso apaixonar-me?!Volto a insistir que basta saber de sua existência,porque o que tenho para lhe dar está guardado,Você.O que tenho para lhe dar não se importa com cara,nome,credo ou cor.O que desde já é seu,ainda que não saibas, nem eu sei (ao certo) quem és , é aquela sensação tão gostosa de se flagrar pensando em você,Você; e de sorrir com seu sorriso,de leveza ás faces ao precipitar lembranças dos momentos,de taquicardia, de grandeza em minha pequenez exígua do mundo,de deveneios diurnos,de insônias soturnas...é do campo que a racionalidade explica com hormônios,enodrfinas , seroton,a,b,c,d inas e etc e tal , mas que não se explica em razão das palavras,pois estas seriam restritas demais!
Você, sei que você existe e sei que eu seria a sua "você".Sei também que não és insubstituível, mas o momento o é!Momento ,no momento,tão somente em (meu) pensamento!E que momentos poderíamos ter, Você ,se você estivesse aqui agora.Momentos abençoados por paipoetapoderorso Vinícius, momentos "eternos enquanto durassem"(amém!) até as secas de agosto goiano ou do outono europeu chegando..
Venha, Você.Onde estás agora?(No que pensas?).Estou à espera.
Sua,Paula .
24.3.08
Apelo para ajuda
(será ISTO um poema??)
Não sei pedir ajuda.
Desesperadamente
Doente,
revelar não pude, a vergonha me toma.
Carente,
(mãe,pai,irmãos,amor),veham cá!?
Amigos, para quê vos quero,
se de vocês nem espero que possam estar lá?!
Dúvida me toma,
o orgulho a supera e nela,
permaneço a indagar
Não que eu não ame,
só não antingi demonstrar .
Triste , meu semblante esconde,
não posso estar.
Pré potência, minha essência(?)
Apelo então para :"ajuda!?".
Não sei pedir ajuda.
Desesperadamente
Doente,
revelar não pude, a vergonha me toma.
Carente,
(mãe,pai,irmãos,amor),veham cá!?
Amigos, para quê vos quero,
se de vocês nem espero que possam estar lá?!
Dúvida me toma,
o orgulho a supera e nela,
permaneço a indagar
Não que eu não ame,
só não antingi demonstrar .
Triste , meu semblante esconde,
não posso estar.
Pré potência, minha essência(?)
Apelo então para :"ajuda!?".
22.3.08
Um moleskine para a viagem
Moleskines têm muito de mim... ( esse daí de cima não conto de onde é...).Moleskines.Pequenas cadernetas próprias para viagens ou para serem utilizadas no dia-a-dia,feito pequeninos diários.Tenho muitos , todos incompletos - talvez porque eu nunca termine minhas viagens...são muitas tambem: por pensamentos,livros,asas,rodas,pés,barcos....minhas impressões mundandas..meus moleskines...bonito, né?!
16.3.08
Palavras(,) para começar
Entre tantas histórias,livros,canções e contos, a menina logo tomou gosto pelas palavras ( e pelo silêncio - ausência dessas), tanto as escritas,como as faladas.Dentro do alcance financeiro da época, seus pais encheram a casa de livros com imagens coloridas e enredos variados para os três filhos (ela era a do meio).Desde Ruth Rocha até Irmãos Grimm,Ana Maria Machado e títulos infantis de Clarice Lispector; gostava em particular desta ( com quem no futuro retomaria os laços),sobretudo de um chamado "A vida íntima de Laura".
Além dos pais,da irmã e de interlocutores anônimos,a criança gostava de saber da avó materna,formada em Letras pela PUC, novas palavrinhas ( palavrões também), em línguas estrangeiras para depois se exibir entre as coleguinhas do primário.Da avó paterna,que morava distante do Rio, recebia cartas - as quais lhe facinavam, já que não sabia ler.
Aos seus cinco anos e meio de vida, o pai fora tranferido e a família se mudou para NY.Ainda não alfabetizada em sua língua mãe, a garota acabou por sendo - o em inglês.Naceu aí um novo mundo, novas palavras- agora ao alcance de seus dedos e imaginação.Passados três anos, voltaram ao Brasil, para Goiânia.Como frequentar a segunda série do fundamental sem saber ler nem escrever em português?!Lendo e escrevendo,ora!Então,assim (ela) se fez.Depois de instalado o vício (e a verve), não parou mais.Seus cadernos , diários e rascunhos lhe servem hoje e sempre de máquinas fotográficas de frases ( que imortalizam o tempo e as impressões mundanas em preto e branco) e sobretudo de refúgio, feito curativos para a dor que há em crescer.
As produções fundiram-se com as ambições, mas não é pretensiosa:sabe que sabe pouco, mas disto não sabe.. é convicta: as palavras compõe este, o dela e os outros 7.5 bilhões de universos.Para ela não há nada mais recompensador em poder (se) compor através delas.
A menina chama-se Paula.Prazer.
Nota: Paula , do latim: pequena.
Além dos pais,da irmã e de interlocutores anônimos,a criança gostava de saber da avó materna,formada em Letras pela PUC, novas palavrinhas ( palavrões também), em línguas estrangeiras para depois se exibir entre as coleguinhas do primário.Da avó paterna,que morava distante do Rio, recebia cartas - as quais lhe facinavam, já que não sabia ler.
Aos seus cinco anos e meio de vida, o pai fora tranferido e a família se mudou para NY.Ainda não alfabetizada em sua língua mãe, a garota acabou por sendo - o em inglês.Naceu aí um novo mundo, novas palavras- agora ao alcance de seus dedos e imaginação.Passados três anos, voltaram ao Brasil, para Goiânia.Como frequentar a segunda série do fundamental sem saber ler nem escrever em português?!Lendo e escrevendo,ora!Então,assim (ela) se fez.Depois de instalado o vício (e a verve), não parou mais.Seus cadernos , diários e rascunhos lhe servem hoje e sempre de máquinas fotográficas de frases ( que imortalizam o tempo e as impressões mundanas em preto e branco) e sobretudo de refúgio, feito curativos para a dor que há em crescer.
As produções fundiram-se com as ambições, mas não é pretensiosa:sabe que sabe pouco, mas disto não sabe.. é convicta: as palavras compõe este, o dela e os outros 7.5 bilhões de universos.Para ela não há nada mais recompensador em poder (se) compor através delas.
A menina chama-se Paula.Prazer.
Nota: Paula , do latim: pequena.
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