4.9.08

As histórias se repetem, mudam os cenários

Não importa em que país estejamos, é sempre a mesma coisa.O imo de todo ser humano,no final das contas, é igual.
Nascemos,crescemos,falamos,obrservamos,reconhecemos- primeiro à nossos pais-depois aos entes, aos próximos,amigos e por aí vai.Rotina.Na mesa do jantar, as mesmas besteiras, as mesmas brincadeiras, os mesmos assntos.Aula.Colégio.Grupos formados, ares (des)cansados.Conversinhas,risinhos.Indiferença, salvo alguns sim, aí e aqui - abençoados sejam!!Laços à apertar, laços à dar.Beijos e abraços que sonho que saudo, dos quais me falto.
No final das contas, o ser humano é o mesmo.Quer é reconhecimento ( carinho, atenção,interesse alheio), amar e ser amado.

18.8.08

O verdadeiro amor da minha vida ( até agora,pelo menos)

Meu amor, venho por meio desta declarar-me a você, grande e perpétuo amor de minha existência.Bem sei que você já teve muitas (não duvido que muitos também)-o que de forma alguma faça considerar-te promíscuo,não..- eu sei que você despretenciosamente desperta as mais quentes e arrebatedoras paixões, e que eu ,provavelmente só sou " mais uma", mas não me importo, me contento com o posto de amante- a que me foi reservado desde o nascimento.Prometo exercê-lo por inteira e a você,amor, eu me entrego sem hesitar... de corpo alma e mente.Me perco e me encontro em seu visual,na vida nunca encontrei tanta beleza distinta reunida.O calor dos seus beijos se espalha pelos pêlos,boca e cabelos, me doura a pele ao leo,me ilumina o colo,os seios,as pernas.Já seus abraços se arrebentam no meu corpo e me arrebatam, me refrescam enquanto mergulho numa calmeria e paz interior em nenhum outro lugar antes sentidas.
Mas não são só suas qualidades físicas que me encantam, meu amor.Não,não-..seria demasiadamente supérfulo de minha parte, além do quê - beleza, muitos outros tem.Você..ai,você. Você tem um quê de charme ao falar,ao andar,ao SER.Você amor, é a personificação em pessoa.Você tem o que dizer,o que cantar, você (nos) dá sobre o quê cantar.Você tem aonde ir e o quê fazer.Sabe o que é o lazer,o prazer..você.
Acima de tudo, meu amor.Tens valores e és livre de maiores preconceitos, muito embora hospede-os em casa.Por você, o milionário da Av. Viera Souto e o vendedor de balas,morador do morro do Pavãozinho podem se sentar um ao lado do outro e desfrutar das mesmas coisas, porque sim, você faz o sol nascer pra todos!Nesse ponto amor, você é tão democrático!És democrático com globais e com los outros, és democrático com os corpos!
Perdão amor, se essa declaração não está à sua altura, nem comparável com aquelas que estás acostumado a receber.É que sempre irá faltar algo para que eu,por todo, venha a te conhecer.
Te amo, meu Rio de Janeiro.

19.7.08

Ser achado

Oi?Tem alguém aí?! Se tiver,por favor, me ache.Preciso desperadamente ser achada.Eu imploro,suplico!Estou chamando parece tanto tempo!Desessete anos... é tempo o suficiente para mim e ainda assim, tão pouco.Perguntam-me: " porque a pressa".Confesso que estou com pressa sim, tenho pressa.É pressa em viver, pressa em ser feliz, sem saber que às vezes já o sou tão simplóriamente, assim..sendo.O quê não sei bem,mas a pressa arde em mim como um desejo antigo, vindo do imo do meu ser e sei ( como quem sente um instinto natural do ser, sem saber explicar porquê), que o que me falta é ser achada.
Sim, " ser achada" .Pois eu, eu já me acho ( "modéstia a parte").Me acho tanto ( é tanto e em tanto que chego a me perder).Me acho em tantas coisas. Me acho nas pessoas,tantos lugares,tantas cores,sons,cheiros..palavras ( aí me perco, e como me perco!).Me encontro.Me desencontro.Passam-se anos,meses,dias,horas, segundos..aí me encontro de novo.Anseio O Encontro.Pessoal, com Ele, " aquele". Mas, ainda mais,o profissional.Me acho e me perco jornalista,advogada,executiva,economista,ecritora,cineasta...A questão é que não basta eu ter me achado ( eu não valho nada), preciso que me achem, alguém, Alguém certo, em um universo paralelo, há de me encontrar e ver em mim aquilo que é preciso ser visto para eu me transformar de achado em acontecido.É..' tô ' precisando acontecer...
Quantos talentos no mundo não foram achados e estão por aí, definhando em repartições públicas ou insatisfeitos com o emprego e vida medíocre que levam.E não porque não eram bons o suficientes, mas porque não foram achados nem " se acharam" a princípio.Tiveram medo?Tiveram medo como eu tenho?Chamaram por alguém como chamo agora?
A priori, um deve se achar para aí sim, depois, ser achado.Abençoado , apadrinhado.Mas jamais sem ter o talento!Às vezes me vejo perdida, vejam agora: fujo.Fujo para me encontar, faz algum sentido para vocês?Vou me procurar.Vou me procurar nos outros.Vou me procurar rebenta no mundo.Quem sabe eu não me acho, não me encontro?Quem sabe, quem acha que é recíproco? Tomara..( Só o tempo achará, pena que estou sempre fora dele,ora me adianto, como agora, ora me atraso).

3.7.08

3 X 1

Não, isto não é mais apenas um discurso sobre " o que vale é jogar, os resultados são secundários".Sim,você e eu bem sabemos que no fundo,no fundo, por mais que a gente olhe para outro lado, o que vêem são os resultados e pouco nos importa o que repetimos para nós mesmos, nós nos importamos sim com aquilo que o outro vê.Estou mentindo?Se estiver por favor, atirem pedras ou parem de ler.
Todavia, é preciso aprender a perder e não tão somente ver os resultados.Está bem, meu time perdeu,isso é tão verossímel quanto a inesistência do papai noel e do coelhinho da páscoa, ha ha ha !Acontece que eu , nem quando menina - graças ao favor que minha irmã me fez ao me revelar umas boas verdades - nunca acreditei em nehum dos dois.Porquê então eu devo aceitar que sou uma derrotada.Ao digitar ( e pronunciar mentalmente essa palavra), ela ecoa na minha cabeça como um sino torturante e ganha uma dimensão muito maior que uma mera partida de futebol: eu não sei perder.
É isso mesmo que vocês leram, paspalhos!Eu não lido bem com derrota, não consigo perder, não sou tão bem resolvida quanto pareço, nem levo " na esportiva"!E, ironicamente, quem " perde" com isso sou apenas eu.A questão é que é tudo muito novo pra mim, não estou acostumada com perdas.As notas sempre foram boas, a grande maioria das coisas que quis na vida ou me foram dadas ou eu consegui...desde papeis teatrais a concursos de redação."Chegar no topo( seja qual for o seu topo) , é relativamente fácil, difícil é se manter lá".Confesso que é tudo muito recente: nunca perdi alguém próximo,agora que estou perdendo minha infância ( ou que a ficha está caíndo) -e mesmo assim, há momentos em que me recuso a sair dela, já vou perder os melhores anos da minha vida,perder o conforto da vida,perder a formatura,perder os contatos ( a exceção dos verdadeiros laços),..ops, tô perdendo tempo, gastando meu latim,queimando meus neurônios...ahhhhhhhhh!
Acorde ,garota! - Frases feitas às vezes êm grande efeito: "Toda escolha é uma renúncia", " Para ganhar é preciso aprender a perder" e " A vida é uma grande perda". O que eu tenho a fazer? Lhes respondo: comemorar e correr pro abraço.

24.6.08




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Já que fui impedida de assistir à segunda aula...saí para ver Goiânia.Lentes (já) nostálgicas.

18.6.08

Singela

Domingo. 07:47:48 , 07:47:53 , 07:47:57 , 07:48 .Gostava era de levantar cedo, mas custava à ela abrir os olhos.Sofria de insônia.Não se queixava - era à noite que melhor se sentia, fosse por estar só ,podendo concentrar-se melhor nos seus negócios, fosse por estar dormindo ou então, com muito, muito sono que esquecia as dores da vida e os problemas mundanos.Quando emfim conseguia dormir,sonhava com certa constância.Talvez fossem esses sonhos que a faziam se sentir tão bem,esquecer o mundo dos muitos,vivendo apenas para (e no ) seu.Efim abriu os olhos. Suspirou,hesitou, mas sua gritante responsabilidade que a acompanhava desde menina a fez levantar.Sentou-se na cama.Lembrou então que era domingo, tarde demais:uma vez acordada impossível salvar o sono.Pôs os pés no chão de tábua corrida.Seus delicados dedos femeninos, com as unhas pintadas de vermelho escarlate ( era vaidosa - e óbvia quando queria ser), encolheram: estava frio.Calçou as havaianas brancas e arrumou a alça da camisola azul marinho que caíra de seu ombro bronzeado e sardento. Prendeu num despojado rabo-de-cavalo os compridos e largos cachos cor de avelã.Vestiu o moletom velho do pai do qual tanto gostava ( aliás, gostava de tudo que fosse velho e tivesse história) e caminhou até o banheiro.Leu as letras garrafais: UYN - por um instantes sentiu confusa: ..verdade, espelhos refletem o inverso das coisas.(O pai, um homem de sorte, mas mais de competência do que sorte... havia cursado administraçao - só que não aprendera que impossível era administrar a própria filha,ou qualquer pessoa que fosse por tal causa..)Gostava de espelhos-tinha um ego enorme, embora aprendera a sufocá-lo muito bem em público.Observou-se : "estou gorda",pensou. - Mulheres... Aproximou-se mais: os olhos azul-cinza estava contornados por imensas olheiras ... desisviou o olhar: o que não via não a atingia.Escovou os dentes e pulou de novo na cama.

Sabia que os pais, o irmão a a avó iriam sair cedo e só voltar na hora do almoço, mas queria garantir silêncio exclusivo , então sentou-se imóvel em seu leito e leu até às 08:30.Como gostava de ficar sozinha!De sentir o silêncio na casa,de se ouvir pensando!De chegar a achar que fazia parte do espaço como um objeto de decoração ou uma planta.De conseguir passar mais de 12 horas seguidas sem profanar uma palavra ou som sequer.Era seu ritual secreto e sagrado,seu ritual singelo.

08: 43 . - Já podia sair da toca, aliás,havia-se perdido com Clarice ( ou Seria Alice, "através do espelho")...Abriu a porta .De súbito excitou-se como se o que estivesse fazendo fosse proibido,ou feio ou errado - mas há muito perdera véu da culpa.E no fundo sabia que não há nada de errado em querer um tempo para si.Andou na ponta dos pés - embora fosse absolutamente desnecessário já que não tinha ninguém em casa a não ser o cachorro e as plantas - gostava em particular da companhia desse.Tinha olhos,obviamente, os quais lhe transmitiam impressões de confiança e compreensão , ao passo que não despejava em seus ouvidos mundos de conselhos e caminhos que tanto estava cansada de ouvir.Não é que não gostasse da família, de pessoas.. pelo contrário, a vida toda fora muito comunicativa e sempre deu muito valor ao lar e ao clã.Vozes,timbres,pensamentos desordenados, esses sim , a consumiam.

Gostava de dar tempo ao tempo.De realizar os atos mais instintivos como se estivesse os encenando impecavelmente para um expectador (do)invisível - fosse Ele quem fosse.(Domingo é, universalmente, dia disso).Sentiu fome e sentiu alegria por sentir fome.É que a fome que sentiu naquele instante não é aquela dos meninos de rua, não; é uma fome entre uma refeição e outra e não há receio em senti-la, pois sabe-se que será breve- felizes são aqueles que a sentem! (Há um quê de feio nessa fome,pensava ela, mas não se sentiu culpada).Há muito não sentia fome de fato. Comer tornara-se um ato meramente mecânico,pura subsitência na Terra.Queria sentir novamente prazer em comer.Degustar o que ingeria.Gostar daquilo,pois aquilo logo seria parte dela e devemos gostar de nós, não?!Queria gostar de si, como os pais gostavem, como os olhos de homens,almas simpatizantes,amigas e amigos gostavam,como Deus supostamente gostava.

Decidiu,como quem dá um veredicto, comer uma tangerina. Para ela não havia melhor fruta que não uma tangerina,doce e azeda,suculenta-capaz de alimentar e matar a sede.Cereais, que a lembravam muito da infância e de uma querida amiga,qualhada e café amargo,bastante amargo.Juntou tudo e sentou-se na mesa de praia da sacada com a enorme vista panorâmica ( embora não houvesse praia nenhuma ali perto - o que às vezes a aborrecia, por acreditar que enxergar a linha do horizonte no oceano,diferentemente de em uma paisagem terrestre, dava-lhe maior sensação de liberdade,proximidade com o restante do mundo e portanto, mais " pertencente" a ele - bobagens..).Cruzou as pernas e mastigou,lentamente... a observar o descanso dominical dos transuentes,passantes e seres da Terra... lá de cima de sua torre.

10.6.08

Eu ostra

Sou ostra ou sou mar,
Neste meu despertar?
Feita Ninho familiar,sonhos e vontades;
Realizaões e saudades.
De palavras de poetas,abraços de amigos,
Destinos sortidos e muitos sorrisos.
Sou feita muitas línguas,muitos lugares,muitas pessoas.
De não muito tempo.
De asas e chão.
Sou também meu irmão.
Feita de lágrimas,ora azedas,ora meladas.
( Repentinas, Necessárias)
Sou filha do meio, sou filha do mundo.
Sou não e sim e não.
Sou reinvenção.
Corpo,alma e mente.
Cabeça dura, cabeça feita(?)
O novo sempre me deleita,
Serei,pois,o verbo amar.
E neste momento, prefiro ser mar.